Silêncio

5 dez

Silêncio.
As únicas palavras que preciso nesse momento não existem .
Um não como resposta, ou um sim de desespero, sou eu num momento oculto , onde estranho o tamanho do abismo em meio ao vazio.
Muitas são as entranhas dessas passagens por aqui, caminhos tortuosos e secretos buscam veias e sangue para conseguir extravasar a agonia. Sois tua voz entre todas as mulheres e o colo de quem deseja.
O ventre entre portas e janelas.
Não! Digo não por ser apenas forte a condição.
Vem em mim uma vontade extrema de suspirar nos sonhos ou de agüentar certas tolices.
Sem tolices. Peço, por favor, que se retire.
Tempo para pensar, temendo a incerteza do tremer das pernas, do calor dos pensamentos e um gesto positivo.
Faça de mim teu espelho hoje, amanha e depois.
Como se sente agora, coisa tola?
Faça de mim teu veneno e sugue toda minha terra, cresça e furte meu ar.
Ama-te como se fosse único e siga como se não bastasse a viagem.
Grite de tanto querer que te escutem, e cegue quem não enxerga intenções.
Permanecer no escuro, não dá!
Querer o que não querem, não dá!
Saber que um dia vai chorar por isso, não dá!
Chega!
Um passo pro futuro e um abraço aos que fazem por onde.
Felizes os vermes e inertes que comem minha carne.

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